terça-feira, 18 de junho de 2013

O Piano.

Desejando encorajar o progresso de seu jovem filho ao piano, uma mãe levou seu pequeno filho a um concerto de Paderewski. 

Depois de sentarem, a mãe viu uma amiga na platéia e foi até ela para saudá-la. Tomando a oportunidade para explorar as maravilhas do teatro, o pequeno menino se levantou e eventualmente suas explorações o levaram a uma porta onde estava escrito: "PROIBIDA A ENTRADA". 

Quando as luzes abaixaram e o concerto estava prestes a começar, a mãe retornou ao seu lugar e descobriu que seu filho não estava lá. 

De repente, as cortinas se abriram e as luzes caíram sobre um impressionante piano Steinway no centro do palco. Horrorizada, a mãe viu seu filho sentado ao teclado, inocentemente catando as notas de "Cai, cai, balão". 

Naquele momento, o grande mestre de piano fez sua entrada, rapidamente foi ao piano, e sussurrou no ouvido do menino: 
- Não pare, continue tocando . 

Então, debruçando, Paderewski estendeu sua mão esquerda e começou a preencher a parte do baixo. Logo, colocou sua mão direita ao redor do menino e acrescentou um belo acompanhamento de melodia. Juntos, o velho mestre e o jovem noviço transformaram uma situação embaraçosa em uma experiência maravilhosamente criativa. 

O público estava perplexo. É assim que as coisas são com Deus. O que podemos conseguir por conta própria mal vale mencionar. Fazemos o melhor possível, mas os resultados não são exatamente como uma música graciosamente fluida. 

Mas, com as mãos do Mestre, as obras de nossas vidas verdadeiramente podem ser lindas. Na próxima vez que você se determinar a realizar grandes feitos, ouça atentamente. Você pode ouvir a voz do Mestre, sussurrando em seu ouvido: 
- Não pare, continue tocando. 

Sinta seus braços amorosos ao seu redor. Saiba que suas fortes mãos estão tocando o concerto de sua vida. Lembre-se, Deus não chama aqueles que são equipados. Ele equipa aqueles que são chamados. E Ele sempre estará lá para amar e guiar você a grandes coisas. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Poder da Doçura.

O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras.Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos, ele foi tomando volume e se tornando um rio maior. 

O viajante continuou a seguí-lo. Bem mais adiante, o que era um pequeno rio, se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes. 

A música das águas atraiu mais o viajante, que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras. Descobriu, finalmente, uma gruta. A natureza criara, com paciência, caprichosas formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo. 

De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos, que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, prêmio Nobel de literatura de 1913: 

"Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir." 

Assim também acontece na vida. Existem pessoas que explodem por coisa nenhuma e que desejam tudo arrumar aos gritos e pancadas. E existem as pessoas suaves, que sabem dosar a energia e tudo conseguem. São as criaturas que não falam muito, mas agem bastante. 

Enquanto muitos ainda se encontram à mesa das discussões para a tomada de decisões, elas á se encontram a postos, agindo...

domingo, 16 de junho de 2013

Tristeza Que Fere

O homem chegou em casa, naquela noite, trazendo o mau humor que o caracterizava há alguns meses. Afinal, eram tantos os problemas e as dificuldades, que ele se transformara em um ser amargo, triste, mal humorado. 

Colocou a mão na maçaneta da porta e a abriu. A luz acesa na cozinha iluminava fracamente a sala que ele adentrou. Deteve o passo e pôde ouvir a voz do filho de seus quatro anos de idade:
- Mamãe, por que papai está sempre triste? 

- Não sei, amor, respondeu a mãe, com paciência. Ele deve estar preocupado com seus negócios. O homem parou, sem coragem de entrar e continuou ouvindo:
- Que são negócios, mamãe? 

- São as lutas da vida, filho. 

Houve uma pequena pausa e depois, a voz infantil se fez ouvir outra vez: - Papai fica alegre nos negócios? 

- Fica, sim, respondeu a mãe. 

- Mas, então, por que fica triste em casa? 

Sensibilizado, o pai de família pôde ouvir a esposa explicar ao pequenino: - Nas lutas de cada dia, meu filho, seu pai deve sempre demonstrar contentamento. Deve ser alegre para agradar o chefe da repartição e os clientes. É importante para o trabalho dele. Mas, quando ele volta para casa, ele traz muitas preocupações. Se fora de casa, precisa cuidar para não ferir os outros, e mostrar alegria, gentileza, não acontece o mesmo em casa. 

- Aqui é o lar, meu filho, onde ele está com o direito de não esconder o seu cansaço, as suas preocupações. 

A criança pareceu escutar atenta e depois, suspirando, como se tivesse pensado por longo tempo, desabafou:
- Que pena, hein mãe? Eu gostaria tanto de ter um pai feliz, ao menos de vez em quando. Gostaria que ele chegasse em casa e me pegasse no colo, brincasse comigo. Sorrisse para mim. Eu gostaria tanto... 

Naquele momento, o homem pareceu sentir as pernas bambearem. Um líquido estranho lhe escorreu dos olhos e ele se descobriu chorando. Meu Deus, pensou. Como estou maltratando minha família. 

E, ainda emocionado, irrompeu pela cozinha, abriu os braços, correu para o menino, abraçou-o com força e lhe convidou:
- Filho, vamos brincar? 

Não há quem não tenha problemas, lutas e dificuldades. Compete, no entanto, saber administrá-las de forma a que elas não se tornem um fantasma de tristeza, um motivo de auto-compaixão. 

Mesmo porque ninguém tem somente coisas ruins em sua vida. Ao lado das lutas constantes, existem sempre as compensações que Deus providencia. 

Ter um lar, esposa, filhos, família, pais amorosos é o oásis de paz que a divindade nos concede a fim de que restabeleçamos as forças para o prosseguimento do bom combate. 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Uma Razão Para Viver.

"Por que você nasceu? Já se fez essa pergunta alguma vez?" 

Se já pensou sobre isso e ainda não teve resposta, preste atenção na história que vamos contar. 

Trata-se de uma velhinha que havia perdido toda sua família na guerra. Vendeu a grande casa que possuía e morava agora num pequeno cômodo no canto da sua antiga propriedade. 

Um dia ela soube que um jovem de 17 anos tentara o suicídio jogando-se no mar. 

O rapaz era metade negro, metade japonês, e fora salvo pela polícia contra sua vontade. Estava cheio de ódio, revolta e total desespero. 

A velhinha foi à polícia e pediu permissão para ver o moço. Tendo em conta a pessoa que era, os policiais a deixaram falar com ele. 

- Menino, disse ela. 

O rapaz voltou-lhe a face mas permaneceu sentado, feito pedra, indiferente a tudo e a todos. 

A velhinha tornou a falar-lhe, suavemente, lentamente, e com muito carinho:
- Menino, então você não sabe que veio ao mundo para algo maravilhoso, que só você pode fazer? 

Depois de ter repetido isso várias vezes, Jorge voltou-se subitamente para ela e perguntou com ironia: - Um negro? Um filho que não tem pais? 

Calmamente a velhinha insistiu:
- Porque é negro, porque não tem pais, é que pode fazer algo maravilhoso. 

O jovem riu e considerou:
- Sim, é claro. E a senhora quer que eu acredite nisso? 

Mas a senhora não se perturbou e falou-lhe novamente:
- Venha comigo e eu lhe mostro. 

O rapaz, um tanto desconfiado, resolveu acompanhá-la, afinal não tinha para onde ir...

Ela levou-o para seu pequeno cômodo e pediu-lhe que cuidasse do jardim. Era uma vida simples, mas aquela mulher o tratava com muito amor. Pouco a pouco a revolta começou a ceder. A velhinha lhe deu sementes de rabanete e lhe pediu que semeasse. Ele atendeu. Em dez dias as plantinhas brotaram. Jorge começou a assobiar. Poucos dias depois os rabanetes apareceram e com eles a velhinha fez conservas deliciosas e deu a seu jovem amigo. 

Um dia, com um pedaço de bambu, ele fez uma flauta. Passou a tocar e alegrar sua própria vida e dar grande felicidade à velhinha... Pouco tempo depois, sua avó adotiva o fez matricular-se no colégio. Durante os quatro anos do ginásio, continuou a plantar vegetais, e ajudava também fazendo artigos de couro. 

Enquanto freqüentava a universidade à noite, Jorge ajudava nas obras do metrô. Formou-se e foi trabalhar numa escola para cegos. Seus alunos tocavam com as mãos os ombros fortes e jovens de Jorge e diziam: 

- Oh, você é tão grande, tão forte! É porque seu peito é largo que você tem fôlego para tocar a flauta, não é? Quando você toca, consigo entender a forma e as cores de uma porção de coisas. 

Após ouvir aquelas coisas de seus alunos cegos, Jorge finalmente chegou em casa e falou à velhinha:
- Agora realmente acredito que há algo maravilhoso que só eu posso fazer. 

E aquela senhora, de cabelos alvos respondeu:
- Sim, meu filho, todos nós temos uma razão para viver. Todos nascemos para uma tarefa muito especial que só nós podemos executar. 

E, por fim, perguntou ao jovem:
- E se você não fosse negro e não fosse órfão, será que teria pena dos que não enxergam? 

Técnica de meditação para desenvolver o perdão: 

Primeiro, escolha uma pessoa de quem você tem uma pequena mágoa. Todos os dias, reserve um tempo para pensar nela. Escolha um lugar calmo, coloque uma música suave, acenda um incenso - enfim, faça o ritual que quiser. Visualize você e a pessoa envolvidos em luz rosa e comece a conversar com ela sobre o que aconteceu, algo como "olha, fulano, aquilo me magoou, mas eu não quero levar esse ressentimento para o túmulo etc.". Reconheça as qualidades dela, faça as pazes. Peça a ajuda do seu Anjo da Guarda. No princípio, a gente perdoa com a cabeça, mas com o tempo - e repetindo essa prática várias vezes -, surge o perdão no coração.


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