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“se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão e, ao se encontrarem, eles trocarem os pães, cada homem vai embora com um...
Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada cada um carregando uma idéia, e, ao se encontrarem, eles trocarem as idéias, cada homem irá embora com duas....
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Recadinhos de Deus - Você não está sozinho, você tem a mim. Deus.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Uma prece

Ao despertar, enquanto você abre os olhos e se espreguiça na cama, seja para o Senhor da vida o seu primeiro pensamento.
Meditando em tantas coisas que logo mais lhe tomarão todas as horas do dia, sem lhe deixar tempo para telefonar para o amigo que há muito não vê, ou almoçar com a família, eleve a Deus o seu pensamento e lhe diga:
Senhor, acalma meu passo. Desacelera as batidas do meu coração, acalmando minha mente.
Diminui meu ritmo apressado com a visão da eternidade do tempo. Em meio às confusões do dia-a-dia, dá-me a tranquilidade das montanhas.
Retira a tensão dos meus músculos e nervos com a música suave dos rios de águas constantes que vivem em minhas lembranças.
Ajuda-me a conhecer o poder mágico e reparador do sono. Ajuda-me a me preparar bem para o repouso de todas as noites, lembrando-me sempre que enquanto dorme meu corpo, eu, Espírito, adentrarei o verdadeiro mundo e irei aos lugares que a minha mente elegeu como meu tesouro.
Ensina-me a arte de tirar pequenas férias: reduzir o meu ritmo para contemplar uma flor, papear com um amigo, afagar uma criança, ler um poema, ouvir uma música preferida.
Ensina-me a ter olhos de ver a beleza do céu azul, um raio de sol, a chuva da tarde, o cair da noite, com seu manto aveludado bordado de estrelas.
Acalma meu passo, Senhor, para que eu possa perceber no meio do incessante labor cotidiano dos ruídos, lutas, alegrias, cansaços ou desalentos, a Tua presença constante no meu coração.
Acalma meu passo, Senhor, para que eu possa entoar o cântico da esperança, sorrir para o meu próximo e calar–me para escutar a Tua voz.
Acalma meu passo, Senhor, e inspira-me a enterrar minhas raízes no solo dos valores duradouros da vida, para que eu possa crescer até às estrelas do meu destino maior.
Obrigado, Senhor, pelo dia de hoje, pela família que me deste, pelo meu trabalho e, sobretudo, pela Tua presença em minha vida.
Tudo isto Te peço, Senhor, pois se estás comigo, em nenhum lugar me sentirei triste, porque, apesar da tragédia diária, Tu enches de alegria o Universo.
Se estás comigo, não tenho medo de nada, nem de ninguém, porque nada posso perder e todas as forças do Cosmos são impotentes para tirar-me o que me pertence, na qualidade de filho de Deus: o Teu amor.
Se estás comigo, tudo executarei em Teu nome. Enfim, em nenhum lugar me sentirei estranho, deslocado, porque estás em todas as regiões, na mais suave de todas as paisagens, no limite indeciso de todos os horizontes.
* * *
A brisa refrescante que arrefece o calor dos dias de verão somente nos beneficiará se a respirarmos compassadamente.
Somente poderemos sentir a chuva benfazeja que se derrama sobre larga faixa terrestre, trazendo a fertilidade ao chão e alimentando as fontes, se alongarmos as mãos para recolher o líquido precioso.
Também as bênçãos de Deus se espelham sobre todas as criaturas, porém, para que as possamos sentir, dulcificando-nos as vidas, é preciso que nos unamos, em sintonia feliz, a essas faixas de luz.
E esta sintonia se chama oração.

Redação do Momento Espírita com base no cap.3 do livro Rosângela, pelo Espírito Rosângela, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter e do texto Se amas a Deus, de Amado Nervo, do livro
Um presente especial, de Roger Patrón Luján, ed. Aquariana.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Saúde e Espiritualidade

Marta Antunes Moura

Acreditamos que já está ocorrendo a aliança entre a Religião e a Ciência, “[...] as duas alavancas da inteligência humana [...]”,1 nas palavras de Allan Kardec, que complementa assim as suas considerações:
[...] uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral. Ambas, porém, tendo o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. [...]
A incompatibilidade que se julgou existir entre essas duas ordens de ideias provém apenas de uma observação defeituosa e de um excesso de exclusivismo, de um lado e de outro. Daí um conflito que deu origem à incredulidade e à intolerância.1
Como se tivessem firmado um acordo mútuo, cientistas e religiosos da atualidade estão empenhados em construir pontes de entendimento, em substituição aos muros do desprezo e intransigência construídos ao longo dos séculos. É verdade que ainda há um longo caminho a ser percorrido, a fim de que se estabeleça a definitiva união entre as duas partes. Entretanto, vemos com redobrado otimismo as inúmeras publicações científicas relacionadas à temática saúde e religião, ou saúde e espiritualidade, surgidas em diferentes partes do mundo, e desenvolvidas por competentes autoridades, nas academias e institutos de ciência espalhados no Planeta.
Jeff Levin, professor e epidemiologista estadunidense, é uma referência no assunto, não só pela importância e confiabilidade de suas pesquisas, mas pela repercussão obtida nas comunidades leigas e científicas, a ponto de seus trabalhos científicos serem objeto de matéria de capa em revistas de abrangência mundial (Time, Reader’s Digest e Maclean’s), ou transformados em destacados artigos, publicados em periódicos de renome como Newsweek, USA Today e The New York Times.
Em seu livro Deus, fé e saúde, publicado entre nós pela editora Pensamento-Cultrix, ele explora com segurança e sensibilidade a conexão espiritualidade–cura. Trata-se de uma obra na qual o autor “[...] empreende uma jornada por expressões cada vez mais profundas e pessoais da religião e de espiritualidade”,2
condições que permitem ao professor Levin afirmar: “[...] as evidências científicas das ligações entre o corpo, a mente e o espírito desafiam as nossas suposições a respeito do que significa ser um ser humano, de como ficamos doentes e de como recuperamos a saúde”.3 Ainda perplexo com os resultados das pesquisas, próprias e de outros colegas, o cientista considera que a Ciência precisa refazer as tradicionais concepções relativas ao ser humano e, igualmente, rever processos terapêuticos e psicoterápicos. Propõe, inclusive, a edificação de uma nova prática médica, denominada “medicina teossomática”, regida por sete princípios. As suas palavras, reproduzidas no texto que se segue, esclarecem a respeito dos resultados das pesquisas que tratam do assunto.
As evidências apresentadas aqui indicam que, para termos saúde, é preciso mais do que ter apenas bons genes ou a atitude correta. [...] Eu dei a essa nova perspectiva que reconhece os fatores espirituais determinantes da saúde o nome de “medicina teossomática”. Essa expressão significa, literalmente, uma visão dos fatores determinantes da saúde com base nas ligações aparentes entre Deus ou o espírito – ou a fé em Deus – e o bem-estar do corpo.3
Os sete princípios da medicina teossomática são assim enumerados:4
1. A afiliação religiosa e a participação como membro de uma comunidade religiosa beneficiam a saúde ao promover comportamentos e estilos de vida saudável.
2. A frequência regular a uma congregação religiosa beneficia a saúde ao oferecer apoio que ameniza os efeitos do stress e do isolamento.
3. A participação no culto e na prece beneficia a saúde graças aos efeitos fisiológicos das emoções positivas.
4. As crenças religiosas beneficiam a saúde pela sua semelhança com crenças e com estilos de personalidade que promovem a saúde.
5. A fé, pura e simples, beneficia a saúde ao inspirar pensamentos de esperança e de otimismo e expectativas positivas.
6.As experiências místicas [mediúnicas] beneficiam a saúde ao ativar uma bioenergia ou força vital ou estado alterado de consciência que promovem a cura.
7. A prece a distância em favor de outras pessoas é capaz de curar por meios paranormais ou por intervenção divina. As consequencias dessas e outras contribuições científicas são incalculáveis, pois têm o poder de derrubar o paradigma mecanicista, tradicionalmente utilizado pela saúde e pela educação, que considera o homem apenas como alguém dotado de razão (intelecto), ignorando que o ser humano é também um ser sensível, emocional, que possui crenças, sentimentos e percepções. Em termos práticos e operacionais, essas pesquisas já estão promovendo mudanças significativas na conduta e procedimentos médicos, nos serviços de enfermagem e nas abordagens psicoterápicas, no mundo inteiro,mudanças nomeadas com o jargão técnico “cuidado espiritual”.5, 6, 7
Sabemos que o Espiritismo, antecipando-se às publicações científicas, considera, necessariamente, a dimensão espiritual do ser, existente e sobrevivente à morte do corpo físico, as influências espirituais, o auxílio de benfeitores, o valor da prece, o apoio do passe e da água magnetizada, entre outros. Neste sentido, o espírita esclarecido evita qualquer tipo de conduta que lhe possa comprometer a saúde, ciente de que os males que afetam o cosmo orgânico têm raízes espirituais. O Espírito Manoel Philomeno de Miranda lembra, a propósito, os cuidados devidos à prevenção de doenças, considerando que “a saúde é compromisso de alta relevância e responsabilidade ainda mal conduzida por aqueles que a desfrutam e, menoscabando-a, perdem-na, a fim de se afadigarem pela sua recuperação mais demorada e mais difícil”.8
Outros instrutores espirituais ensinam também que, dentro de uma visão mais ampla, saúde pode ser entendida como “[...] o pensamento em harmonia com a lei de Deus. Doença é o processo de retificá-lo, corrigindo erros e abusos perpetrados por nós mesmos, ontem ou hoje, diante dela”.9
No sentido mais restrito, esclarecem que saúde [...] é reflexo da harmonia espiritual [...]. A escravização aos sintomas e aos remédios não passa, na maioria das ocasiões, de fruto dos desequilíbrios a que nos impusemos. 10

Fonte: http://www.febnet.org.br/reformadoronline/pagina/?id=121

Espiritismo ressurge em países da Europa Central

Josef Jackulak, dirigente da Sociedade para Estudos Espíritas Allan Kardec, de Viena (Áustria), comenta as perseguições contra o Espiritismo na segunda metade do século XX e o seu ressurgimento em países da Europa Central
Saiba mais: http://www.febnet.org.br/reformadoronline/pagina/?id=125

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Chamados a servir

Chamados para servir, quantos de nós temos alegado, até agora, insuficiência, falha, defeito ou incapacidade, tentando justificar a própria omissão?
Curioso pensar, porém, que o Evangelho do Senhor não nos convida para exercer o ministério dos anjos e sim nos solicita engajamento para desempenhar o papel de servidores. Neste sentido importa recordar os elementos imperfeitos da própria Terra, convocados para a organização sócio-planetária conquanto as deficiências com que se caracterizam.
Enumeremos alguns.
A pedra é agressiva e capaz de ferir, mas suportando corte e ajustamento é a base da moradia e da estrada nobre em que os homens edificam intercâmbio e segurança.
O solo em si é matéria primitiva concentrada, todavia, em se deixando tratar convenientemente, é celeiro de produção intensiva.
Certos fios metálicos atirados ao léu são resíduos para a sucata, no entanto, se ligados ao serviço elétrico fazem-se de imediato condutores de luz e força.
Os bichos-da-seda não são agradáveis ao olhar, mas se atendem aos programas de trabalho do sericicultor dão origem a tecidos valiosos.
O ouro é a garantia simbólica das riquezas de cúpula da organização social, entretanto o esterco é o agente que assegura a vitalidade e o perfume das rosas.
Chamados para servir! – Eis a indicação do Mais Alto no rumo de quantos amadurecem nas experiências do mundo, buscando a compreensão do bem.
Se escutaste semelhante convite, não alegues inutilidade ou imperfeição para cobrir a própria fuga.
O Senhor nos conhece claramente a condição de Espíritos ainda incompletos, mas se nos dispusermos a lhe ouvir a palavra, disciplinando-nos para o valor da utilidade, estaremos logo no clima do progresso em plenitude de melhoria e de elevação.

Espírito: Emmanuel

Francisco Cândido Xavier
Livro: Na Era do Espírito

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A metamorfose

Você já observou a borboleta pousada sobre uma folha nova, especialmente escolhida por ela, uma que não caia antes da saída das lagartinhas do ovo, dobrar o abdome até sentir a face inferior da folha e ali colocar o ovo?
Por essas maravilhas da natureza, que somente a Providência Divina explica, cada espécie de borboleta sabe exatamente qual o tipo de planta que deve escolher para colocar o ovo que, graças a uma substância viscosa de secagem rápida, fixa-se imediatamente.
As borboletas são muito admiradas pela leveza dos seus voos e a beleza do colorido de suas asas.
Elas procuram, nas flores, na areia úmida ou em frutos fermentados, o seu alimento, sendo que as flores são muito frequentadas pelas borboletas fêmeas, enquanto os machos preferem as areias úmidas.
Algumas espécies existem que têm a capacidade de permanecer imóveis por tempo considerável, enquanto outras fazem voos curtos, por vezes muito rápidos, indo de uma flor a outra.
Elas buscam a pradaria, as ramadas das árvores, beijam as folhas farfalhantes e driblam o vento apressado.
Bailam em meio às gotículas que se desprendem das quedas d'água ou como pétalas voejam, balançando no espaço.
Seu matiz é mensagem de alegria. A sua liberdade é um convite à paz.
No entanto, dias antes de se mostrarem tão belas não passavam de larvas rastejantes no solo úmido ou na casca apodrecida de algum tronco relegado.
Lagartas, jamais sonhariam com os beijos do sol ou com o néctar das flores. Mas, passam as semanas e após a fase de crisálida, ei-las que surgem maravilhosas, coloridas, exuberantes, plenas de vida.

* * *

À semelhança da lagarta, vivemos no terreno das experiências humanas.
Afinal, chega um dia em que somos convidados a adormecer na carne para despertar na Espiritualidade, planando acima das dificuldades que nos afligiam.
É a morte que nos alcança e nos ensina que a vida não se resume num punhado de matéria que entrará em decomposição.
Também não é simplesmente um amontoado de episódios marcantes ou insignificantes, promotores de esparsos sorrisos e rios de pranto.
A vida é a do Espírito, que vive para além da aduana da morte, tendo como destino a vida na amplidão.
Por isso, quando formos constrangidos a acompanhar, com lágrimas, aquele afeto que se despede das lutas do mundo, rumando para a Espiritualidade, não lastimemos, nem nos desesperemos.
Mesmo com dores n'alma, despeçamo-nos do coração querido com um suave até logo porque exatamente como as borboletas, ele alcançou a liberdade, enfim.
* * *
Ao morrer o corpo, o Espírito que dele se utilizava como de um veículo, se liberta.
Ninguém se aniquila na morte. Muda-se, simplesmente, de estado vibratório, sem que se opere uma mudança nos sentimentos, paixões e anseios naquele que é considerado morto.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 10
do livro Rosângela, pelo Espírito homônimo, psicografia de
Raul Teixeira, ed. Fráter; no verbete Morte, do livro Repositório
de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia
de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal e no verbete Borboleta, da Enciclopédia Mirador, v. 4, ed. Encyclopaedia britannica do Brasil.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

MATÉRIA IMPORTANTÍSSIMA PARA A CIÊNCIA!

A ciência está descobrindo o que a Doutrina Espirita e outras religiões que consideram o espírito, já vêm alertando contra a eutanásia.
Resolvi dividir com vocês porque acho um avanço importantíssimo que deve mudar muitos paradigmas. Pelo menos espero.


Paciente em suposto estado vegetativo se comunica através do pensamento

Um homem considerado em estado vegetativo há cinco anos conseguiu responder com "sim" e "não" a perguntas dos médicos apenas pelo pensamento, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira no New England Journal of Medicine.
Em 2003, o homem de 29 anos, cuja identidade não foi revelada, sobreviveu a um grave acidente de trânsito, explicou em um comunicado a Universidade de Liège (Bélgica), cujos pesquisadores participaram do estudo publicado pelo semanário científico norte-americano.
O paciente, que não pode se mover nem falar, "vive em um país da Europa oriental", e seu estado é considerado vegetativo.
Sua atividade cerebral foi examinada por meio da técnica Imagem por Ressonância Magnética Funcional (IRMF) pelas equipes das universidades de Liège e Cambridge.
Foi observado, então, que quando lhe faziam perguntas simples, como "seu pai se chama Tomás?", ele ativava as mesmas áreas do cérebro que indivíduos normais utilizam.
"Ficamos chocados quando vimos os resultados do paciente. Ele era capaz de responder corretamente às nossas perguntas e isso simplesmente modulando os pensamentos, que eram logo decodificados pelo sistema IRMF", declarou Adrian Owen, professor de neurologia da Universidade de Cambridge.
O estudo foi feito com 23 pacientes diagnosticados em estado vegetativo. Em quatro deles (17%) foram detectados sinais de consciência.
Pessoas aparentemente em coma "podem ser interrogadas sobre sua dor", explicou a neurologista de Liège, Audrey Vanhaudenhuyse, destacando, entretanto, que "todos os pacientes em estado vegetativo não estão conscientes".
A técnica IRMF "tornará mais fácil para pacientes expressarem seus sentimentos e responderem a perguntas difíceis, como a eutanásia", declarou o professor da universidade de Liège, Steven Laureys.
Essa história lembra outra revelada há dois meses, de Rom Houben, um belga vítima de um acidente de carro que os médicos consideraram equivocadamente em estado de coma durante 23 anos, antes da equipe do professor Laureys descobrir que ele tinha plena consciência do que ocorria ao seu redor.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2010/02/03/paciente-em-suposto-estado-vegetativo-se-comunica-atraves-do-pensamento.jhtm

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ponte para o mundo

O homem fechado em si mesmo é um animal egoísta.
Não enxerga um palmo além do nariz, como ensina o ditado popular. Só pensa nele mesmo, só cuida dos seus interesses.
Não vive como gente, vegeta como um rato no seu buraco.
É contra esse perigo de ensimesmamento, essa terrível saturação do egoísmo, que Emmanuel nos adverte em sua mensagem. E, indicando o remédio, nos diz: O próximo é a nossa ponte para o mundo.
Quando Descartes pôs em dúvida todo o conhecimento do seu tempo, descobriu a ideia de Deus no mais profundo de si mesmo. Essa ideia lhe serviu como ponte para religá-lo ao mundo do qual ele se havia isolado. Emmanuel nos mostra que a ponte é o nosso próprio semelhante. E isso concorda com o ensino evangélico de que amar ao próximo é o mesmo que amar a Deus. A ponte para o mundo se constitui, portanto, do mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Os egoístas consideram tudo isso como simples lorota. Mas a vida social se incumbe, por si mesma, de provar-lhes a realidade desses ensinos.
Porque ninguém pode viver sozinho, isolado, fechado na sua casca. Todos precisam de todos. Há duas formas de transcendência, ensina o psicólogo Karl Jaspers: a transcendência horizontal e a transcendência vertical.
O homem só pode elevar-se, transcender os limites estreitos do seu ego e da sua animalidade, ligando-se aos outros no plano das relações sociais (horizontal) ou elevando-se a Deus através do sentimento religioso (vertical). Quem se eleva através da transcendência horizontal acaba também se elevando através da vertical e vice-versa.
É fácil e cômodo considerar os outros como outros, como estranhos a nós.
O comum dos homens procede assim. Mas os homens que superam o comum, que possuem mente mais arejada que o vulgo, sabem que os outros são o nosso próximo e que as dores dos outros são nossas também.
Daí o ensino de Emmanuel: Se alguém precisa de ti, também precisas de alguém.
A sociabilidade perfeita consiste na compreensão desse princípio.

Livro: Chico Xavier Pede Licença

Francisco Cândido Xavier - J. Herculano Pires - Espíritos diversos

domingo, 31 de janeiro de 2010

Tempo de viver

TEMPO DE VIVER

Desde que o homem começou a pensar, a tomar consciência de si mesmo e do mundo, o problema do tempo o preocupou. Muitos equacionaram esse problema, mas ninguém o resolveu. O primeiro aforismo de Hipócrates aparece em latim na forma clássica de Ars longa, vita brevis que Camões repete neste verso: “Para tão curta vida, tão longa arte!” O simpósio espírita semanal de Uberaba teria também de enfrentar esse problema, mas agora dispondo da solução espírita.
O Eclesiastes afirma que Deus fez tempo para tudo. Em A Gênese de Allan Kardec, temos uma definição do tempo que nos mostra a sua relatividade. Esta concepção da relatividade do tempo se acentua na doutrina das vidas sucessivas, das existências palingenésicas que são solidárias entre si. Para cada existência, um determinado tempo – o tempo necessário à execução das tarefas que o espírito traz como sua incumbência inalienável na reencarnação.
Assim, o aforismo Ars longa, vita brevis corresponde apenas a uma visão limitada das coisas. Deus nos concede tempo para tudo, mas não nos exíguos limites de uma encarnação. Camões via a extensão infinita da arte, em que poderia criar sem cessar, mas se angustiava com o tempo exíguo de que dispunha. Não obstante, além dos limites existenciais ele poderia dispor do ilimitado da vida que se amplia na duração em termos de imortalidade. Assim como o dia é curto para a execução de um trabalho, mas podemos prolongá-la com o dia seguinte, assim acontece na sucessão das encarnações.
As Filosofias da Existência nos reclamam atenção para o aqui e o agora, mas o existencialismo espírita, valorizando essas categorias no momento que passa, não se esquece de que já dispusemos do ontem e disporemos do amanhã. No tempo anterior, no ontem, condicionamos o aqui e o agora à execução de determinadas tarefas e Deus nos concede hoje o tempo para isso. Se aproveitarmos bem o tempo concedido, ele não nos parecerá insuficiente. Se o esbanjarmos condicionaremos o amanhã a novas angústias de tempo.
É assim que podemos entender os versos finais de Luciano dos Reis: Deus dá tempo igual a todos não menospreza ninguém. Reclamamos do tempo o que devíamos reclamar de nós mesmos, pois o que nos falta neste momento corresponde exatamente ao que esperdiçamos ainda há pouco. Se aproveitarmos com inteligência e cuidado cada minuto que passa, veremos que Deus nos concedeu tempo para tudo o que temos realmente de fazer nesta vida.


Do livro "Astronautas do Além", de Francisco Cândido Xavier e J.Herculano Pires - Espíritos diversos

LINDAS MENSAGENS ESPÍRITAS PARA OUVIR

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Campanha Espírita: ESQUEÇA EMMANUEL!

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Meditação

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O Evangelho no lar

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Um Momento com Jesus

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Suicídio? Clique na imagem para saber mais

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Enfrentemos a nossa vida, pois não podemos ter outra. Lembremo-nos de que o problema pode não ser tão grave quanto a nossa imaginação o pinta. Quem sabe se esperarmos um pouco mais, exercitando a paciência e a resignação, a dificuldade não toma outro rumo, a doença não recebe o remédio correto, o desgosto não tem o consolo necessário? Depositemos a nossa confiança inteiramente em Deus. Ele sabe o momento oportuno de nos tirar do embaraço.

A Grande Transição

Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo.
O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral.
Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.
Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.
Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.
Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.
Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos.
Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes, que estimulem ao avanço e à felicidade.
Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.
Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis.
A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.
Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade...
A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade....
Mas essas ocorrências são apenas o começo da grande transição.
A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude.
Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.
A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega da maneira espontânea, gerando lamentáveis conseqüências, que se avolumam em desaires contínuos.
É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos.
Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.
Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, sê-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.
A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.
Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.
Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança.Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.
O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.
Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.
Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.
O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.
São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões.
Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.
A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo Sol da imortalidade.
Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.
A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas.
As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra.
Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano torna-se-lhe a vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição especial.
A dor momentânea que o fere, convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz.
Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.
Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.

Joanna de Ângelis.

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 30 de julho de 2006, no Rio de Janeiro, RJ).

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Sou:reservada, gosto de gente, animais e natureza. Amo a familia acima de tudo e luto pela união de todos. Sou espiritualista, consegui a muito custo um certo desapego das coisas materiais, sou MUITO desligada! estou trabalhando em mim:, orgulho, desapego, melindres
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